É BOM PORQUE
Preparem-se para uma viagem imersiva a uma pequena vila piscatória na Escócia em 1900 onde um menino desapareceu no mar e o corpo nunca foi encontrado. Anos mais tarde, outro menino dá à costa, da idade e parecido ao outro, e as linhas que separam a realidade da esperança e da lógica começam a esbater-se. Ao longo da narrativa vamos conhecendo os habitantes desta vila e as suas ligações desde o dia em que Dorothy chegou para ser a nova professora da escola e ficou claro que nunca se integraria naquela comunidade tão unida. Mesmo depois de duas décadas a viver lá, mesmo depois de perder o seu filho para o mesmo mar que lhes dá sustento a todos. É uma história com dois tempos e vários pontos de vista, composta por pequenos capítulos; passando do presente para o passado, sem interrupções. Há uma tristeza, uma dor e uma solidão penetrantes, tão densas e frias como a neve que envolve a aldeia e que conseguimos sentir. E quando é pedido a Dorothy que cuide temporariamente daquele menino que não fala e que ninguém sabe quem é, a dor de tudo o que guardou dentro dela vai libertá-la ou destruí-la? Há segredos que todos escondem, há superstições e contos de fadas, há ressentimentos antigos e há a memória coletiva da aldeia. Uma leitura sobre encontrar um caminho através da dor e do luto até à gratidão e à compaixão. Maravilhoso!
A Oferenda do Pescador de Julia R. Kelly
PONTOS A FAVOR
🗣️ Incentivo ao diálogo: solidão, isolamento, luto, lendas antigas
😍 Pequena comunidade
⏳ Saltos temporais
🌊 Ambientado numa pequena aldeia piscatória na Escócia
SINOPSE
O mar roubou-lhe o filho. Poderá ainda devolver-lho?
No inverno escocês de 1900, as ondas entregam no areal um menino em perigo de vida. A aldeia fica em choque com o acontecimento, mas sobretudo com a perturbadora semelhança entre ele e Moses, o filho da professora Dorothy, perdido no mar muitos anos antes.
Quando a neve isola a aldeia, ela aceita cuidar da criança até que se descubra de onde vem e possa, por fim, regressar a casa. Porém, à medida que o tempo passa e as semelhanças com o filho desaparecido parecem aumentar, a linha entre a realidade e a esperança num milagre impossível começa a esbater-se para esta mãe. Consumida pela dor e a culpa, Dorothy vê-se ainda obrigada a confrontar o seu breve e apaixonado romance com Joseph, o pescador que encontrou o rapaz na praia e sobre quem existem muitos rumores que o ligam ao desaparecimento de Moses.
Com o passado a invadir o presente da pacata aldeia, segredos há muito escondidos naquela comunidade tão reservada são finalmente revelados, e o misterioso aparecimento daquela criança torna-se afinal o ponto de partida para algo muito maior do que qualquer um poderia imaginar.
















