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É BOM PORQUE

 

Um romance arrebatador para iniciar o ano. Catalina é uma jovem de 16 anos parada numa estrada a pedir boleia porque fugiu da casa da amiga onde estava. Enquanto espera e as horas passam, nessa contagem decrescente até à hora limite para chegar a sua casa, conhecemos esta narradora através de contínuos saltos temporais ao passado que nos mostram como é a sua vida, a família, os amigos, a relação consigo mesma, com o seu corpo, com a sociedade em que vive e os abusos que viveu pelo simples facto de ter nascido mulher. Para as leitoras que cresceram nos anos 90 como eu vai ser impossível não se conectarem com as coisas que a Catalina nos conta, um relato inocente, duro, repugnante e real porque todas já vivemos algumas das experiências que lemos e provavelmente na altura não estávamos cientes dos perigos reais e hoje entendemos muitas dessas coisas e atribuímos significados diferentes daqueles que atribuímos na época. Um romance cheio de simbolismo que destaca como foi e é difícil para as raparigas crescerem num mundo que normaliza o abuso e insiste em culpá-las (culpar-nos) pelo fato de serem mulheres. É duro e desconfortável, mas real como a própria vida. Leitura universal para meninas e mulheres adultas.

A Educação Física de Rosario Villajos

17,70 € Preço normal
15,93 €Preço promocional
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  • PONTOS A FAVOR

    🗣️ Incentivo ao diálogo: solidão, infância, abuso, trauma, feminismo

    😍 Narradora jovem

    ⏳ Saltos temporais

    🇪🇸 Autora espanhola

  • SINOPSE

    Catalina, com dezasseis anos acabados de fazer, foge de casa da sua melhor amiga, nos arredores da cidade onde vive, depois de ter passado por uma experiência traumática. Sem forma de voltar para casa e profundamente abalada, conclui que só lhe resta pedir boleia; como todas as raparigas da sua idade, tem horror a entrar no carro de um desconhecido, mas não tanto como o que imagina que a espera se não cumprir o horário imposto pelos pais.

    Enquanto aguarda na estrada e vê o tempo a passar, Catalina tenta compreender o que acabou de acontecer-lhe e, ao mesmo tempo, recorda uma vida marcada desde cedo por uma relação difícil com o próprio corpo, pela ignorância de tudo o que diga respeito a sexo e pela raiva em relação a um mundo que parece empenhado em culpá-la só por ser mulher.

    Passado no início dos anos 1990, A Educação Física é um romance torrencial e perturbador que põe em evidência as narrativas e os espartilhos sobre os quais se construíram os valores de toda uma geração.

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