É BOM PORQUE
Estamos em fevereiro, mas acredito que este livro já se tornará um dos favoritos do ano para muitos de vocês, incluindo eu, e Sybil Van Antwerp tornar-se-á uma personagem inesquecível. Narrado todo em cartas que a Sybil escreve para uma série de amigos, familiares e antigos colegas, incluindo os seus escritores favoritos, entre eles Ann Patchett e Joan Didion, vamos conhecendo esta mulher atrevida de 70 anos com uma carreira na advocacia e que vive sozinha no presente, as suas vivências, memórias, ideias, sentido de humor, sentimentos, frustrações, arrependimentos e conhecemos esta tapeçaria de personagens apenas através das cartas que ela escreve e recebe, uma experiência de leitura única que adorei (até porque a Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata, também epistolar, é um dos meus livros favoritos, como já referi inúmeras vezes). Enquanto luta contra a cegueira, ela teme o que será das suas correspondências e das suas conexões quando deixar de poder escrever e acaba por despejar a sua vida nessas cartas — o seu amor, a sua dor e a sua esperança. Há momentos em que a acidez e agressividade da Sybil se mostram abertamente para o leitor, mas há também uma gentileza nela que passamos a compreender à medida que as camadas da sua vida nos são reveladas e expostas. E claro, há também um leve mistério para ser descoberto. Inesquecível, arrebatador e emocionante. Adorei!
A Correspondente de Virginia Evans
PONTOS A FAVOR
🗣️ Incentivo ao diálogo: solidão, velhice, maternidade, relações familiares, luto, amizade
🇺🇸 Primeiro livro desta autora americana
📝 Todo narrado em cartas
❤️ Arrebatador e impossível pousar
SINOPSE
Sybil Van Antwerp sempre usou cartas para dar sentido ao mundo e ao seu lugar nele. Aos 70 anos, esta advogada aposentada dedica as suas manhãs a corresponder-se com família, amigos, vizinhos, antigos colegas e até com os seus autores preferidos. Teimosa, ranzinza, excessivamente opinativa e, ainda assim, imensamente cativante, Sybil partilha as suas reflexões sobre tudo: do casamento à maternidade, da amizade à perda, do luto ao envelhecimento.
Através das suas cartas, conhecemos o mundo fascinante de Sybil e as personagens que o habitam. Mas há uma carta que ela escreve há anos e que nunca teve coragem de enviar. Sybil espera que o seu mundo continue como sempre foi. Contudo, quando cartas de alguém do seu passado a forçam a examinar um dos períodos mais dolorosos da sua vida, ela percebe que não pode mais adiar o inevitável. Para seguir em frente, terá de encontrar no seu coração a força para perdoar e, finalmente, enviar a carta mais difícil da sua vida.
Uma história comovente e agridoce sobre o poder transformador da palavra escrita e a beleza de abrandar para nos reconectarmos com as pessoas que amamos. Sybil é uma personagem que permanecerá consigo muito depois de pousar as suas cartas.
















