top of page
Porque grandes histórias mudam o mundo

Escolhemos todos os meses leituras que nos fazem refletir, que nos ensinam, divirtem mas, acima de tudo, que elevam as vozes das mulheres. Acreditamos no poder dos livros para nos ensinar sobre o mundo através das histórias.

Ann Napolitano de pée.png
ferozes novo.png
Maria isaac histórias de pe.png
Os anos de pé.png
Abelhas etrovoada de pé.png
Olive Kitteridge de pé.png
Este é o meu nome de pée.png
Idade fragil de pé.png

Vive mais a leitura - com a experiência Book Gang

+ Recebe as melhores leituras todos os meses à tua porta.

+ A box traz goodies e surpresas de acompanhamento à leitura.

+ Podes trocar e escolher que livros melhor se adequam a ti.

+ Subscrições abertas entre os dias 31 e 5 de cada mês. 

+ No resto do mês podes comprar uma box de compra única

a partir de 26,40€ / mês

Subscrição anual, semestral ou trimestral. Paga todos os meses.

Opção de compra única em cada mês.

IMG_8257.PNG
IMG_5277.PNG
IMG_5903.PNG
IMG_0853.PNG
IMG_7810 2.PNG
IMG_1895.PNG
IMG_1082 2.PNG
IMG_7880.PNG
IMG_0956.PNG
IMG_5457.PNG
Qual é o teu Tormento.PNG
IMG_9547.PNG
CAIXA NOVA SEM FUNDO.png
Os livros de março


Não queres a box? Não há problema ;)
Podes comprar os livros avulso na livraria e apoiar a curadoria do Book Gang. 

Isola

Histórico / inspirado em fatos reais

Numa altura em que as mulheres não tinham uma voz e a sua vida era decidida pelo homem da família, este livro é inspirado na vida de Marguerite de la Rocque, uma jovem nascida na nobreza no século XVI que fica órfã e é colocada sob os cuidados de um tutor, o seu tio Roberval, responsável por gerir a sua casa, a sua herança e a sua vida. Roberval gasta toda a herança nas suas expedições marítimas e acaba também por vender as terras, a casa e os títulos de Marguerite para pagar as suas dívidas. Quando Marguerite é obrigada a deixar tudo e a viajar com ele numa expedição às novas colónias francesas na América na companhia da sua criada Damienne, a vida dura no barco aproxima-a do secretário do tio, por quem se apaixona. Como vingança, Roberval abandona os três numa ilha deserta, deixando-os para morrer. Exilados numa ilha, lutam para sobreviver com os mantimentos limitados que levaram do barco e entramos na parte da história mais arrebatadora, intensa, fascinante com muita dor, desespero e tira-nos o fôlego imaginar como terá sido a experiência real de Marguerite e o que ela realmente viveu naquela ilha. De uma mulher privilegiada a uma guerreira que sobrevive à mais das provações humanas, esta leitura é uma jornada que transforma o leitor e nos mostra a capacidade inimaginável que encontramos dentro de nós para superar as maiores adversidades. Quando terminei de ler, senti que tinha acabado de viver uma vida completamente diferente, que é o melhor que um romance pode proporcionar a um leitor. Arrebatador, impossível parar de ler!

AllegraGoodman-768x953-1.jpeg
Allegra Goodman (1967) foi criada em Honolulu e estudou Inglês e Filosofia em Harvard e obteve um doutoramento em Literatura Inglesa em Stanford. Escreveu e ilustrou o seu primeiro livro aos sete anos e publicou o seu primeiro romance em 1998. Isola é o seu oitavo trabalho e escreve desde os anos 90 histórias para o jornal The New Yorker.
IMG_5077.PNG

Os Irmãos Burgess

Contemporâneo / autora residente no Book Gang

Publicado em 2013, chega finalmente agora a tradução deste que foi o quarto livro de Elizabeth Strout (publicado após o inesquecível Olive Kitteridge) e onde conhecemos a história dos irmãos Jim e Bob Burgess que são referidos na saga da Lucy Barton (que não está no Book Gang, mas estará um dia) e também no Conta-me Tudo (que junta a Lucy e a Olive e onde Bob é novamente uma personagem central). Como sabem, a Elizabeth Strout é uma das autoras que mais impactou e transformou a minha construção enquanto escritora e que tenho recomendado sempre. Neste livro, conhecemos então a vida desta família fragmentada, os irmãos Jim e Bob e a irmã Susan carregam toda a bagagem que a disfunção pode trazer para a vida adulta. E para mim, a mensagem principal do livro é a dúvida se, mesmo dentro de uma família, conhecemos realmente as pessoas com quem crescemos e vivemos. Mas se não compreendemos o nosso irmão ou irmã, como iremos compreender um estranho de uma cultura estrangeira? E é aqui que a história nos atinge em cheio com a ideia desconfortável de que estamos presos à nossa cultura, mesmo que não o vejamos dessa forma. Os irmãos Burgess, agora na casa dos cinquenta, carregam um fardo imenso desde a infância que os leva numa espiral descendente e a todos à sua volta. Quando uma brincadeira se transforma num crime de ódio, cada um deles desmorona à sua maneira. A Elizabeth Strout é uma magnífica contadora de histórias e o nosso querido Bob mostra-se finalmente aos leitores portugueses, uma história cheia de personagens humanas, frágeis, reais que nos arrebata pelo seu humor e sensibilidade.

square.png
Elizabeth Strout (1956) é uma renomada escritora americana que cresceu em pequenas cidades do Maine e muita da sua obra passa-se neste ambiente pequeno onde as várias personagens circulam entre os livros. Ganhou o Pulitzer Prize com Olive Kitteridge e foi nomeada para tantos outros, entre eles o Booker Prize e o Women's Prize for Fiction. Atualmente vive entre Nova Iorque o Maine.
IMG_5074.PNG

Nas Palavras Dela

Ficção histórica / feminista

No mesmo tom que já tínhamos encontrado em O Caderno Proibido, e publicado até anteriormente, este é um romance de costumes onde a mulher grita contra as convenções da época, o papel de esposa subserviente e a reivindicação do lugar que era somente reservado aos homens. Publicado em 1949, nas palavras realmente dela, lemos os pensamentos íntimos de Alessandra criança, jovem e mulher, e a sua busca pelo amor, mas o que parece ser apenas uma leitura romântica, aos poucos percebemos que é também um romance político, filosófico e feminista muito ao estilo de Virginia Woolf. A pergunta que fica é: como podem as mulheres relacionar-se com o amor quando, para elas, o amor é frequentemente submisso ao casamento, uma instituição fundada não no amor, mas nos papéis de género patriarcais e nas hierarquias que os acompanham? Como era uma vida feliz se se era uma mulher pobre na Itália do século XX a viver durante uma guerra, e até que ponto o casamento pode fazer parte dessa vida? Esses são temas e questões que se desenrolam através da própria Alessandra, mas também das várias outras mulheres à sua volta e que se tornam profundamente atuais aos dias de hoje onde o amor está sempre em colisão com o quotidiano e o que se espera de nós enquanto mulheres. O final pode ser lido como um grito feroz de rebelião feminista levado às últimas consequências, o que nos revolta, emociona e devasta ao mesmo tempo. Eu sei que não é um livro para toda a gente, tem mais de 500 páginas, mas é a grande obra-prima desta autora que faleceu em 1997, finalmente traduzido para português e uma leitura impactante para quem gosta de explorar estes temas do feminismo e da emancipação das mulheres. Irei ler tudo o que for publicado da Alba de Céspedes!

de-cespendes.jpg
Alba de Céspedes (1911-1997) foi uma escritora, poeta e jornalista ítalo-cubana, reconhecida como uma das vozes femininas mais importantes da literatura italiana do século XX. Foi presa durante o fascismo devido às suas posições antifascistas e colaborou com a resistência italiana na Segunda Guerra Mundial. Deixou um legado literário marcado pela defesa da emancipação feminina e pela análise profunda da vida interior das mulheres. O Caderno Proibido foi votado como um dos favoritos do Book Gang em 2024.
IMG_5076.PNG

Tempos Emocionantes

Contemporâneo / autora irlandesa

Finalmente estreamos a Relógio d'Água no Book Gang e para começar quis trazer este romance que li em 2023. Como sabem, tenho sempre algum interesse em ler personagens femininas meio perdidas, meio a tentar encontrar o seu caminho, e surpreendeu-me na altura ter gostado tanto por ter tudo aquilo que mais detesto nos livros — histórias em que parece que não acontece nada e toda a narrativa gira em torno dos protagonistas, diálogos e as relações entre eles. E lembro-me que não conseguia parar de ler e quanto mais pensava que não acontecia nada, mais envolvida estava na história e nas vidas de Ava, Julian e depois Edith. O enredo é intemporal: uma jovem sem rumo a tentar encontrar o seu lugar no mundo e a decidir quem amar, e, no entanto, é também original. Ava é uma jovem que se muda da Irlanda para Hong Kong para ensinar inglês a crianças, é mal paga, solitária, mal consegue viver, e conhece Julian, um banqueiro inglês alguns anos mais velho que a deixa ir viver com ele porque tem um quarto a mais. Ava vive obcecada por Julian e com a ambiguidade da relação deles, e quando Julian vai uns meses para Londres trabalhar, Ava conhece Edith, por quem se apaixona e a sua obsessão vira-se então para ela. Não é bem um triângulo amoroso, a autora explora principalmente estados emocionais ambíguos e é isso que torna o romance tão irónico e intrigante. Embora nenhum dos personagens seja particularmente simpático, todos eles são interessantes e, de alguma forma, é difícil julgarmos as suas ações porque quase que os compreendemos à medida que os conhecemos. Os diálogos deles são ricos e profundos, lemos sobre temas como política, identidade cultural, casamento entre pessoas do mesmo sexo, aborto, colonialismo, dinheiro, classe social, entre outros. Se gostam dos romances da Sally Rooney, vão gostar deste, que causou agitação muito antes da sua publicação, quando foi disputado por sete editoras, e atualmente está a série de televisão em produção com a atriz Phoebe Dynevor no papel de Ava. Ótima estreia no Book Gang!

0c6f692a-c3e3-11ed-bbe5-0210609a3fe2.jpg
Naoise Dolan (1992) nasceu em Dublin e estudou Literatura Inglesa, viveu em vários países, incluindo Hong Kong e Singapura, experiências que influenciam a dimensão internacional da sua escrita. O seu romance de estreia, Tempos Emocionantes, foi comparado e apoiado por Sally Rooney e explora temas como identidade, classe social, sexualidade e relações contemporâneas, tendo sido reconhecida como uma das novas vozes irlandesas mais importantes.
IMG_5073.PNG

Duas Amigas

Contemporâneo / Autora portuguesa

Um dos meus objetivos para este ano, que espero conseguir concretizar, é trazer todos os meses uma autora portuguesa e ajudar-vos a descobrir livros que (para mim) se destacam, quer de novas autoras, quer de autoras já estabelecidas que me impactam e cuja obra quero levá-la até vocês e incentivar-vos a descobri-la. E o que aconteceu com este belíssimo romance de estreia da Rita Homem de Mello é que, quando o li no final do ano passado, fiquei absorvida com a profundidade narrativa, as personagens tão bem construídas, a forma como a história me envolveu e o universo de temas que são aqui explorados. Neste livro acompanhamos duas amigas, Paloma e Nina, desde a sua época de crianças na escola e as  suas dinâmicas familiares, até à vida adulta, os caminhos diferentes que ambas seguem e que a dada altura as afastam temporariamente, e ao momento em que a mãe de Nina morre, ela regressa ao Porto e as duas vão viver juntas com a filha pequena de Nina. A partir daqui os sonhos das duas vão-se interligando e cada uma batalha contra os seus próprios fantasmas, Paloma trabalha numa revista a fazer crítica literária com um chefe violento que fez parte do seu passado e Nina, que deixou todos os seus sonhos para trás e trabalha numa fábrica, tenta voltar a encontrar um propósito para a sua vida. Não quero dizer mais nada para não estragar a experiência de leitura que é viajar por esta amizade entre duas mulheres tão diferentes uma da outra e que, ao mesmo tempo, se salvam e se protegem, muito ao estilo de A Amiga Genial de Elena Ferrante e de Três de Valérie Perrin. Uma ode à amizade feminina!

MXwzNTg1OTE1MHwxNzY0Njg5MTk5MDAwfGpwZWd8NDQ2N0M4MkItQTExMC0wNjc2LUUwNjMtMEEwQTA1OTYxQjk2.j
Rita Homem de Mello (1983) nasceu no Porto, onde se formou em Ciências da Comunicação e frequentou o mestrado em Estudos Literários, Culturais e Interartes. É crítica literária nos jornais "I" e "Sol" e vive atualmente em Madrid. Este é o seu romance de escreia.
IMG_5075.PNG

Para celebrar o mês da mulher, quatro livros extra & fora do registo ficção que retratam a força, a garra e o poder feminino.

IMG_5082.PNG
IMG_5084.PNG
IMG_5083.PNG
IMG_5085.PNG
Estás no mood de repescar outros? Estes foram os mais vendidos em fevereiro
IMG_0852.PNG
IMG_4384.PNG
IMG_4383.PNG
IMG_4382.PNG
IMG_5896.PNG
IMG_4385.PNG
IMG_9547.PNG
IMG_3611.PNG
IMG_4377.PNG
bottom of page