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Este mês posso finalmente repescar este livro que de-vo-rei no verão, da autora do nosso primeiro Blind Date (lembram-se? O Ainda Bem que a Minha Mãe Morreu). E depois do sucesso estrondoso do outro, a sua autobiografia, estava muito curiosa para ver se ela conseguiria dar o salto para a ficção e a resposta é este romance que não podia ser mais desconfortável e provocador, o que, claro, adorei, porque é mesmo o tipo de leituras que gosto de vos trazer.

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Waldo é uma adolescente de dezassete anos que vive no Alasca e que desenvolve uma obsessão pelo seu professor de escrita criativa, um homem de quarenta anos, casado e com um filho. Aquilo que começa como uma paixoneta acaba por transformar-se numa relação sexual que vai expor as diferenças de idade, experiência, poder e expectativas entre os dois. O que me interessou particularmente neste livro foi a forma como aborda o desejo feminino sem o tentar tornar simpático, bonito ou moralmente aceitável, mas também nos obriga a olhar para a desigualdade de poder que existe numa relação entre uma adolescente e um adulto que se aproveita dessa vulnerabilidade. 

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Este livro traz ainda a solidão feminina e a necessidade de sermos escolhidas. Quantas vezes confundimos atenção com amor e desejo com intimidade? Mas a autora dá-nos esta protagonista impulsiva sem nunca a tornar numa vítima perfeita, o que provavelmente é o que torna este romance desconfortável e um grande divisor de opiniões. 

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Mas já sabem, eu gosto muito de livros que não nos entregam personagens exemplares, mas pessoas cheias de falhas e contradições que nos obrigam a pensar para lá daquilo que é certo ou errado. Adorei!


Da mesma autora:


Metade da Idade Dele de Jennette MCcurdy

18,85 € Preço normal
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  • SINOPSE

    Da autora do bestseller n.º 1 do New York Times Ainda Bem que a Minha Mãe Morreu, chega-nos um romance triste, divertido e emocionante sobre sexo, consumismo, classes sociais, desejo, solidão, Internet, raiva, intimidade, poder e os extremos (muitas vezes equivocados) a que somos capazes de chegar para conseguir o que queremos.


    Waldo é insaciável. Ávida. Direta. Ingénua. Sábia. Impulsiva. Solitária. Colérica. Impetuosa. Sofrida. Perspicaz. Vive num eterno estado de carência, e aquilo que mais deseja é o seu professor de Escrita Criativa aquele que tem a mulher, o filho, a hipoteca e as contas para pagar; o homem dos sonhos frustrados, da aparência desgastada e da barriga saliente. Ela não sabe por que motivo o quer. Será paixão? Será pela sua experiência de vida? Pelo facto de ele conhecer livros, filmes e coisas que ela desconhece? Ou será algo mais puro, enraizado numa ligação improvável, em almas gémeas, no filtro semelhante com que ambos encaram o mundo à sua volta? Ou talvez seja simplesmente pelo facto de ele a ver, quando mais ninguém o faz.


    Um livro maduro e provocador que consolida o estatuto de McCurdy como uma escritora talentosa. —The New York Time
    Um triunfo sombrio, hilariante e desconfortável que sublinha o talento de McCurdy para se focar na natureza multifacetada do trauma e dissecá-lo com arte, uma camada de cada vez. — The Guardian
    Pegar em Metade da Idade Dele foi como agarrar num cabo de alta tensão: tão cheio de raiva, desejo e eletricidade que não o consegui largar. Neste relato, McCurdy aborda verdades duras sobre o que queremos das relações e o que realmente obtemos. — Oprah Daily

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