É BOM PORQUE
Uma leitura obrigatória, obrigatória, obrigatória! No meio do caos que sobreveio à auto-declaração do Estado de Israel em 1948, uma jovem mãe tem o seu filho mais novo raptado por um soldado israelita, eis o início de uma história marcada por perdas e humilhações, narrada sobretudo a partir da perspectiva de Amal, a irmã mais nova do menino desaparecido, nascida no campo de refugiados de Jenin. É uma história multigeracional sobre uma família palesteniana que nos mostra como a literatura é uma arma com poder para ajudar a compreender a história e este romance profundamente horrível de se ler (mas arrebatador) retrata os horrores da violência israelita infligida a gerações de palestinianos, humanizando os palestinianos que vivem em campos de refugiados aqui e agora como pessoas reais. Susan Abulhawa ilumina-nos e devasta-nos a cada página, enquanto nos mostra a força dos nossos protagonistas neste romance, o seu profundo amor uns pelos outros e pela sua pátria, bem como o trauma e a angústia que enfrentaram. Este livro foi publicado em 2006 e é impensável que a mesma violência retratada esteja a acontecer neste preciso momento. Se há livro que acho que toda a gente tem de ler agora, é este, li-o em janeiro e ainda o carrego comigo, todos os dias nas notícias o que vejo é os Abulhejo, esta família à qual me apeguei, nesta leitura vão encontrar a beleza da Palestina, o seu povo e o seu sofrimento. Publicado inicialmente em 2006, este livro foi depois reeditado em 2010 e já é considerado um clássico da literatura palestina. Maravilhoso!
Jenin ao Amanhecer de Susan Abulhawa
PONTOS A FAVOR
🗣️ Incentivo ao diálogo: conflito Israel-Palestina, guerra, violência
⌛️ Publicado inicialmente em 2006
🥰 Romance que acompanha várias gerações
📚 + de 1 milhão de livros vendidos
SINOPSE
Esta é uma história de luta e sobrevivência que acompanha uma família ao longo de sessenta anos, dando-nos a conhecer as cicatrizes profundas provocados pelo conflito israelo-árabe. Um relato de fé, da grandeza do perdão e da força do amor.
Jenin ao Amanhecer é a odisseia da família Abulheja, forçada a deixar a aldeia palestiniana de Ein Hod e a exilar-se no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia, após a ocupação israelita de 1948. Entre eles, encontra-se Dalia, o marido e os dois filhos pequenos. a caminho de Jenin, entre a multidão em fuga, Ismael, o filho mais novo do casal, desaparece. a voz do romance é a de Amal, neta do patriarca da aldeia e filha de Dalia.
Entre memórias de dor e a esperança de regressar um dia a sua casa, Amal cresce com o amor do pai, que lhe lê todos os dias ao amanhecer, nos fugazes momentos de paz, e com a força silenciosa da mãe, que fechou o coração à dor. Juntos, sonham com um futuro melhor, apesar da extrema violência e da injustiça sem fim que os rodeia.
