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É BOM PORQUE

 

Um romance que se lê num fôlego porque muitas de nós já vivemos ou já tivemos uma amiga a viver exatamente o que a Marina vive neste livro e a única coisa que podemos fazer é o que a Diana, a amiga dela, faz: afastar-se.

 

É uma história clássica: rapariga conhece rapaz e rapaz é um pesadelo. O Jaime não surge como vilão, surge como muitos homens parecem ser: seguros, generosos, cultos, inteligentes, respeitadores, preocupados, encantadores, homens que acreditam saber quem nós somos melhor do que nós próprias. E Marina, que não é uma personagem tola, nem submissa, nem frágil (e ao longo da leitura vamos conhecendo bem a sua voz e percebendo que poderíamos ser nós), deixa-se envolver por este amor que desliza em direção à asfixia.

 

A história é tão realista que nos deixa desconfortáveis, porque aborda algo comum e que muitas de nós já vivemos ou vimos de perto. Obriga-nos a encarar de frente essa violência que não deixa marcas visíveis, mas que corrói lentamente a identidade, aquela que nos faz pedir desculpa sem sabermos bem porquê.

 

É um romance jovem, uma leitura que, nos tempos que vivemos, eu diria que a geração 20-35 anos tem de ler, um livro que contraria os romances do TikTok sobre a romantização da violência e que nos envolve neste grupo de personagens e nesta família que sentimos como nossos. E tem uma cadela, a Frida, que é a bóia de salvação da Marina, Fridinha mais querida.

Comerás flores de Lucía Solla Sobral

17,75 € Preço normal
15,98 €Preço promocional
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  • PONTOS A FAVOR

    🗣️ Incentivo ao diálogo: violência no namoro, amizades, luto, família

    🐶 Tem uma cadela, a Frida, viva os nossos animais!

    🥰 Livro com mensagens importantes para a geração jovem

    🇪🇸 Autora espanhola

     

  • SINOPSE

    O FENÓMENO LITERÁRIO DO ANO EM ESPANHA COM MAIS DE 200 MIL EXEMPLARES VENDIDOS

    Marina tem 25 anos e vive com a melhor amiga Diana e a cadela Frida. Após a morte do pai, conhece um homem vinte anos mais velho, sofisticado e sedutor. Jaime irrompe na sua vida e envolve-a numa relação cheia de promessas e atenção, que se transforma, aos poucos, num controlo sufocante. Deslumbrada e perdidamente apaixonada, Marina vê-se imersa num ciclo de dependência emocional que lhe corrói, lentamente, a autonomia e a autoestima, fazendo-a esquecer tudo o que a definia.

    Com uma prosa que oscila entre a delicadeza lírica e a crueza visceral, Comerás flores, o romance de estreia de Lucía Solla Sobral, reflete sobre a juventude, o amadurecimento e a construção da identidade num contexto de amor tóxico, explorando a dificuldade do luto e a importância da amizade como refúgio.

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